terça-feira, 31 de julho de 2012

CONHEÇA A TRAJETÓRIA DO FUNDADOR DO SANTO DAIME

Backup_of_divulgação 1

MOREIRA, Paulo; MACRAE, Edward. Eu venho de longe: Mestre Irineu e seus companheiros. Salvador, Bahia: EDUFBA, EDUFMA, ABESUP, 2011. 

(Tem 592 páginas, pesa aproximadamente 1,5 kg e tem dimensões 19,5 x 27,00 cm, e 4 cm de espessura.)    

 Para adquirir o livro entre em contato com:  paulo.tatwa@gmail.com    ou

euvenhodelonge@gmail.com

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O RECONHECIMENTO PÚBLICO DE MESTRE IRINEU

moldura foto1122zz

As religiões ayahuasqueiras vêm sendo objeto de pesquisas científicas desde a década de 1980, realizadas principalmente entre grupos que se tornaram independentes do grupo inicial, formado por Mestre Irineu. Isso levou a uma espécie de vácuo de pesquisa sobre o epicentro do fenômeno, ou seja, o líder carismático Raimundo Irineu Serra, o fundador da primeira religião ayahuasqueira, o Daime. Da observação deste vácuo nas pesquisas, nasceu a idéia de se investigar o fenômeno por uma perspectiva mais aprofundada em termos antropológicos, históricos e políticos focada estritamente no líder Raimundo Irineu Serra e sua comunidade.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

MESTRE IRINEU E A FORMAÇÃO DA IRMANDADE DO DAIME

mestre irmandade reunida trab1zxx copy

MESTRE IRINEU E A FORMAÇÃO DA IRMANDADE DO DAIME

Mestre Irineu desde que iniciou o Daime em 1930 atraiu muitos seguidores em seu entorno. A maioria deles passou a segui-lo depois de obterem a cura de seus males. Assim, neste artigo traremos trechos do livro “Eu Venho de Longe: Mestre Irineu e seus companheiros”, que descrevem os primeiros seguidores de sua Doutrina por ordem de chegada. O período que focamos aqui se passa entre 1930 e 1935.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MESTRE IRINEU E A RESSIGNIFICAÇÃO DA CULTURA AYAHUASQUEIRA

Ressignificação

MESTRE IRINEU E A RESSIGNIFICAÇÃO DA CULTURA AYAHUASQUEIRA.

Conforme falamos no artigo sobre a “demonização da ayahuasca”, há diferentes relatos sobre as experiências de Irineu com ayahuasca e detectam-se versões semelhantes da mesma crença de que a primeira vez teria se dado no contexto de um culto satânico. E de certa forma essa idéia acabou se consolidando entre seus seguidores como um mito de fundação, delimitando uma nova abordagem do uso da bebida, onde se deixavam as práticas pagãs, adotando-se em seu lugar os referenciais e valores cristãos. Esse mito marcaria o início da missão de Irineu, antepondo-se à ambigüidade dos brujos (bruxos) ou hechiceros (feiticeiros), chefes da ayahuasca[1], delimitando uma nova abordagem do uso da bebida através de uma ressignificação da cultura ayahuasqueira. Mas, é necessário compreendermos o fato de que as práticas do vegetalismo não foram totalmente negadas por Irineu, mas sim ressignificadas dentro do contexto do Daime. De toda forma, esta distinção possivelmente serve mais para colocar em evidência o poder de Mestre Irineu do que para o diferenciar dos vegetalistas. Vejamos o caso da narrativa de Francisco Grangeiro[2], apresentada mais abaixo. Francisco Granjeiro relata que, em suas primeiras experiências com a bebida, Mestre Irineu não sentiu seu efeito, também se fala de como ele veio a substituir certos termos usados pelos vegetalistas por outros mais adequados ao novo contexto, dando início a um novo contorno identitário para o uso da ayahuasca. Assim, por exemplo, teria mudado a categoria vegetalista “borracheira” para “afluído”, um termo mais associado ao esoterismo branco e provavelmente considerado na época como mais digno do que aquele termo espanhol “borracheira”, sinônimo de “embriaguês”. A narrativa deixa também implícita a manutenção de certas práticas da tradição “Vegetalista”, como a realização de sessões no escuro e o uso de tabaco[3].

(...) Foi por lá cortar seringa. Aí, ele pôde tomar conhecimento do Antônio Costa que ouviu falar na oasca né. “O que é que é essa oasca?” “É uma bebida que a gente toma e vê as coisas.” “Será que a gente vê mesmo?” “Vê.” “Eu vou tomar essa bebida da oasca, eu pelejei com Deus muitas vezes, até hoje não arrumei nada com Deus, agora eu vou lutar com o diabo, vou ver o que é que o diabo vai me dar né.” Aí ele foi. Foi lá com o Antonio Costa e tomou. Aí, ele não viu nada. Tomou foi duas ou três vezes, aí, ele foi e disse: “Sabe de uma coisa, eu não vou tomar mais isso. Aí ninguém não vê nada. Não vê nada não.” Quando foi um dia de quarta-feira, ele deu vontade de ir, chegou lá e tomou, Aí, sentou-se num assoalho de casa de seringueiro, às vezes tem uma paredinha. Foi sentou-se na beira do assoalho, ficou olhando pro tempo, aí, pouco mais, começou o afluído. Ele não chamava “afluído”, quem deu o nome de “afluído” foi ele, né. Ele chamava “borracheira”. Quando a pessoa tava com a borracheira, aí então se chamava, se chamava pelo Diabo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A HISTÓRIA DO FUNDADOR DO SANTO DAIME


Eu venho de longe: Mestre Irineu e seus companheiros
A história do líder de uma  comunidade negra  amazônica e fundador da religião ayahuasqueira conhecida como Daime

Conheça a biografia  de Mestre irineu

Raimundo Irineu Serra, mais conhecido como Mestre Irineu, foi um maranhense neto de escravos que no início do século XX migrou para a região do Acre, onde se estabeleceu desempenhando vários ofícios relacionados à extração da borracha e posteriormente, a partir de 1920, agora residente na região de Rio Branco, se inscreveu na Força Policial. A partir de então passou também a desenvolver atividades de cunho espiritualista e de medicina popular tendo como principal ferramenta a bebida ayahuasca, de fortes características psicoativas. Em 1930 funda um centro, datando-se dessa época a criação do culto do Santo Daime ou Daime. A comunidade rural que estabeleceu acolheu inúmeros imigrantes e seringueiros expulsos da floresta devido ao colapso da economia da borracha. Mestre Irineu e sua doutrina foram sujeitos a inúmeras perseguições e preconceitos suscitados pela predominância de afro-descendentes entre seus seguidores e pelos temores que as elites de então sentiam em relação à movimentos culturais e religiosos de origem afro-indígena como aquele que liderava. Como estratégia de defesa para si e sua comunidade Mestre Irineu desenvolveu fortes laços com alguns políticos influentes de sua época, incluindo governadores e autoridades do exército. Hoje se considera de grande importância a sua participação na colonização do então Território que mais tarde viria a ser Estado e o movimento religioso que fundou assume características emblemáticas da identidade acreana reminiscentes, análoga  daquelas desempenhadas por exemplo pelo candomblé na Bahia.

MESTRE IRINEU: UM HOMEM DE MUITAS DIMENSÕES



MESTRE IRINEU: UM HOMEM DE MUITAS DIMENSÕES
Apresentação do livro por JUCA FERREIRA, Ministro de Estado da Cultura no governo Lula


Trabalhador. Negro. Nordestino. Migrante. Caboclo. Ribeirinho. Seringueiro, sem-terra. Santo. Xamã. Líder. Médium. Espírita. Pajé. Curandeiro. Poeta. Compositor. Mestre. Tudo isto foi Raimundo Irineu Serra. Um homem-lenda, do Nordeste à Amazônia; das festas populares ao canto mais sagrado da floresta; da música e da dança à fé mais sincrética, mais universalista. Ao ritmo do maracá, santos, anjos, encantados, caboclos, orixás, entidades, divindades, todos irmanados na festa mágica que faz com que o Astral caiba em uma mente, em um pensamento. Nesse firmamento de infinitas possibilidades, um Mestre.

Naquele tempo da afirmação quase impossível do Estado Nacional brasileiro, Mestre Irineu foi síntese de possibilidades e resultado das contradições de um Brasil diverso e opressor, generoso e excludente, tudo ao mesmo tempo, nos vários tempos, nos espaços todos. Experiência viva de uma superação. Negou que fosse destino a homens com sua história, origem e prática a impossibilidade de encontrarem a plenitude do humano.

Nesse sentido, Irineu é alegoria do Brasil. É vitalidade que supera violência, exclusão, analfabetismo e fome. É a nossa diversidade generosamente alimentando almas brasileiras, e estrangeiras. Um Mestre que brota na Floresta, feito cipó e folha, água e fogo. E que a tudo alumia.

MESTRE IRINEU E AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

ORELHA DO LIVRO.

O uso ritualístico religioso da Ayahuasca, há muito reconhecido como prática legítima, constitui-se como manifestação cultural indissociável da identidade das populações tradicionais da Amazônia e de parte da população urbana do Brasil, cabendo ao Estado o dever de garantir o pleno exercício dessa manifestação como, também, o direito à liberdade religiosa.

Essas são algumas das motivações que fundamentaram a Resolução nº01 do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), de 25 de janeiro de 2010, na qual aprova e normatiza o uso da Ayahuasca em contextos religiosos, entendendo que pela relevância do seu valor histórico, antropológico e social, é credora da proteção do Estado Brasileiro.

O livro Eu venho de longe. Mestre Irineu e os seus primeiros companheiros dos autores Paulo Moreira e Edward MacRae, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, apresenta de forma rigorosa e bem documentada a história de Raimundo Irineu de Mattos, mais conhecido como Mestre Irineu, fundador da Doutrina do Santo Daime.

A obra é de extrema relevância para os estudiosos sobre o tema, pois apresenta documentos, fotos e depoimentos inéditos que embasaram a narrativa dos autores. Não obstante, possui valor histórico e cultural, uma vez que revela com rigor científico e documental, a vida de um personagem importante da história do Estado do Acre e da cidade de Rio Branco, além de criador de uma doutrina religiosa considerada, por alguns, como a única genuinamente brasileira.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MESTRE IRINEU E OS APRENDIZADOS COM A RAINHA



MESTRE IRINEU E OS APREDIZADOS COM A RAINHA

Os nomes atribuídos à entidade por Mestre Irineu nesse primeiro momento de contato são: Princesa, Mulher, Senhora e Clara. Todavia, a partir do início do culto em Rio Branco, Mestre Irineu passou a identificá-la no seu hinário “O Cruzeiro” por outra série de nomes[1], e estes assumem uma natureza simbólica multívoca[2], de vários significados. Geralmente afirma-se que a “Senhora” apareceu para Irineu em diversas ocasiões. Mas o próximo relato de Francisco Grangeiro é um pouco diferente dos outros depoimentos bastantes conhecidos e divulgados na revista do centenário de Mestre Irineu. O relato de Francisco Granjeiro traz uma maior variedade de elementos, como o entendimento que Irineu tinha do conteúdo simbólico das visões.

domingo, 15 de julho de 2012

CONHEÇA A BIOGRAFIA DE MESTRE IRINEU

Mestre Irineu Biografia
CONHEÇA A BIOGRAFIA DE MESTRE IRINEU
 "Eu venho de longe: Mestre Irineu e seus companheiros".

A história do líder de uma comunidade negra amazônica e fundador da religião ayahuasqueira conhecida como Daime.

Para adquirir o livro entre em contato com: euvenhodelonge@gmail.com
MOREIRA, Paulo; MACRAE, Edward. Eu venho de longe: Mestre Irineu e seus companheiros.
Salvador, Bahia: EDUFBA, EDUFMA, ABESUP, 2011.
(O livro tem 592 páginas, pesa aproximadamente 1,5 kg e tem dimensões 19,5 x 27,00 cm, e 4 cm de espessura).

MESTRE IRINEU E A DEMONIZAÇÃO DA AYHUASCA

M.I

(Demonização - dar ou adquirir caráter demoníaco, ou, atribuir caráter muito negativo a.)

    MESTRE IRINEU E A DEMONIZAÇÃO DA AYAHUASCA   

Tudo indica que Irineu passou a ter interesse em conhecer a “aoasca”, como a bebida provavelmente era então mais conhecida entre os caboclos amazônicos, quando se aproximou dos irmãos Costa nas imediações de Brasiléia. Antonio Costa sabia da existência de certos caboclos que consumiam a ayahuasca nos seringais do Peru e juntos, seguiram viagem para conhecer aquela bebida. Não fica claro em nenhum dos depoimentos se Antônio Costa já fazia uso da ayahuasca.

Chamou-nos a atenção nos depoimentos sobre este episódio a aura pejorativa e estigmatizante que era associada à bebida, e que fôra transmitida a Irineu antes dele a consumir pela primeira vez. Em geral, os relatos sobre sua iniciação apresentam o grupo de ayahuasqueiros como voltado a práticas satânicas. Esse é um conceito que precisaria ser reexaminado, levando em conta os preconceitos então vigentes a respeito de qualquer prática cultural ou religiosa que não se conformasse com os padrões da cultura cristã dominante.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

NOVO E-MAIL PARA ADQUIRIR LIVRO: euvenhodelonge@gmail.com

NOVO E-MAIL PARA ADQUIRIR O LIVRO:  euvenhodelonge@gmail.com 


LIVRO SOBRE A BIOGRAFIA DE MESTRE IRINEU "EU VENHO DE LONGE: Mestre Irineu e seus companheiros".

PARA ADQUIRIR o livro entre em CONTATO com: euvenhodelonge@gmail.com

MOREIRA, Paulo; MACRAE, Edward. Eu venho de longe: Mestre Irineu e seus companheiros.
Salvador, Bahia: EDUFBA, EDUFMA, ABESUP, 2011.
(O livro tem 592 páginas, pesa aproximadamente 1,5 kg e tem dimensões 19,5 x 27,00 cm, e 4 cm de espessura).

UMA DAS POUCAS PALESTRAS QUE O MESTRE IRINEU DEU EM PÚBLICO


Foto inédita do Mestre Irineu com a família de seu Loredo (um dos feitores da comunidade) 

UMA DAS POUCAS PALESTRAS QUE O MESTRE IRINEU DEU EM PÚBLICO 
Neste artigo, abordaremos uma das poucas vezes que o Mestre Irineu discursou em público. A palestra que nos referimos aqui é a que aconteceu em 15 de novembro de 1970, após a sessão de concentração. Esta sessão foi uma das últimas das quais Mestre Irineu participou. Sua palestra foi gravada mas, infelizmente, o registro é quase inaudível, por causa do ruído do gerador a gasolina que era utilizado na sede para iluminar o salão. Fala-se também que Mestre Irineu nessa mesma ocasião discursou em “Tupi”.

Palestra do Mestre Irineu feita após a concentração do dia 15 de novembro de 1970.
Pouco antes de começar a passar por suas crises mais agudas do convalescimento que vinha sofrendo, Mestre Irineu fez uma preleção durante um trabalho de concentração, criticando a desarmonia entre seus seguidores. Segundo um de seus seguidores, Pedro Matos, nessa ocasião ele teria dito que estava muito desapontado com o comportamento de alguns deles e chamou a atenção de vários participantes casados devido aos seus desentendimentos com as suas esposas.

A ARTE DE FALAR, CALAR E OUVIR DE MESTRE IRINEU


O gerador que faz ruído na gravação da palestra de Mestre Irineu

A ARTE DE FALAR, CALAR E OUVIR DE MESTRE IRINEU

A sessão, realizada em 15 de novembro de 1970, foi uma das últimas das quais Mestre Irineu participou. Sua palestra foi gravada mas, infelizmente, o registro é quase inaudível, por causa do ruído do gerador a gasolina que era utilizado na sede para iluminar o salão. Fala-se também que Mestre Irineu nessa mesma ocasião discursou em “Tupi”.

É interessante essa referência a ele falar “Tupi”. Além desse relato, encontramos também fragmentos de Tupi nos seus primeiros hinos do “Cruzeiro”. Acreditamos, porém, que seja pouco provável que Mestre Irineu dominasse, de fato, o Tupi. Cremos que possivelmente tal discurso se aproximaria mais de uma manifestação de glossolalia (suposta capacidade de falar línguas desconhecidas quando em transe religioso). De toda forma, seja glossolalia, seja Tupi, o evento denota a intenção de Mestre Irineu de manifestar o seu poder (ou mesmo a divinizar tal língua ou línguas).

PRELEÇÃO DE MESTRE IRINEU APÓS A CONCENTRAÇÃO DE 15 DE JANEIRO DE 1970 - parte 1

PRELEÇÃO DE MESTRE IRINEU APÓS A CONCENTRAÇÃO DE 15 DE JANEIRO DE 1970
Para ouvir o áudio é necessário ter em mente palavras chaves da palestra do Mestre Irineu devido ao ruim estado desta relíquia. As palavras chaves são: harmonia, amor, verdade e justiça. Ouve-se a frase o "daime é justiça" "No daime tem justiça". Concentre-se na voz de Mestre Irineu ao escutá-la. Para adquirir o livro Eu Venho de Longe: Mestre Irineu e seus companheiros - entre em contato com euvenhodelonge@gmail.com

PALESTRA DO MESTRE IRINEU - FRAGMENTO AUDÍVEL - PARTE 2

PALESTRA APÓS A CONCENTRAÇÃO DE 15 DE NOVEMBRO DE 1970
Para ouvir o áudio é necessário ter em mente palavras chaves da palestra do Mestre Irineu devido ao ruim estado desta relíquia. As palavras chaves são: daime, paz, casa, guerra, bala, muita bala. Concentre-se na voz de Mestre Irineu ao escutá-la. Para adquirir o livro Eu Venho de Longe: Mestre Irineu e seus companheiros - entre em contato com euvenhodelonge@gmail.com

domingo, 1 de julho de 2012

ESTUDO RÍTMICO - vídeo do hino PISEI NA TERRA FRIA - inédito

   PISEI NA TERRA FRIA - MESTRE IRINEU - SONGBOOK EU VENHO DE LONGE   

CLIPE inédito do hino PISEI NA TERRA FRIA de Mestre Irineu do CICLU Alto Santo. Edição de Paulo Moreira, gravado no baile de São João do CICLU Alto Santo em 2007.

O DIA DO FALECIMENTO DE MESTRE IRINEU


Na manhã de segunda-feira, dia 5 de julho de 1971, D. Percília passou na casa de Mestre Irineu, como sempre fazia. Ele estava alegre, bem disposto; não dava sinais que estaria prestes a falecer e pediu a D. Percília que ela ficasse mais um pouco. Ela atendeu a seu pedido e ficou com ele até cerca das três da tarde. Parecia-lhe que ele estava realmente bem e, assim, ela finalmente resolveu se despedir dele, pedindo-lhe a benção. Segundo Dona Percília, ao sair, Mestre Irineu, de uma maneira que não era de seu costume, lhe fez a recomendação que fosse muito feliz. Ela o viu tão alegre, que não suspeitou de coisa alguma, saiu tranqüila e satisfeita (MOREIRA; MACRAE, 2011, p. 386).

Nessa mesma segunda-feira, por volta das 19:30 horas, João Rodrigues (Nica) esteve também com Mestre Irineu para lhe entregar a documentação do centro, devidamente registrada no livro de pessoas jurídicas do Fórum da Comarca de Rio Branco. Foi seu último encontro com o velho líder ainda em vida.

O LUGAR ONDE MESTRE IRINEU QUIS SER ENTERRADO


.
Comenta-se que Mestre Irineu, desde a época em que estava casado com D. Raimunda, já falava abertamente sobre o local onde queria ser enterrado. Havia escolhido um terreno para seu jazigo, 200 metros à frente de sua casa, ao lado da residência de Leôncio Gomes. Mesmo assim, o local teve que ser preparado às pressas, enquanto ocorria o seu velório, segundo o relato de Paulo Serra:    

O Mestre Irineu falou pra mim e pra minha mãe [Raimunda] onde ele queria ser enterrado. Eu tinha doze anos. Era um lugar que tinha um pé de “Cumaru ferro” de um lado, e que só tava só um toco e um palheiro do outro lado.

O TÚMULO DE MESTRE IRINEU DEPOIS DA REFORMA


A reforma do túmulo do Mestre Irineu foi iniciada em maio de 2010 por iniciativa de várias sedes do Alto Santo para homenagear o fundador do Daime. O projeto de reforma se expandiu e contou com a ajuda de vários colaboradores de diversos lugares do Brasil. A obra foi inaugurada no dia 6 de julho de 2010 durante a missa de 39 anos de falecimento de Mestre Irineu.

O arquiteto responsável pela obra foi Jorge Mardini Sobrinho (arquiteto de renome por muitas obras de destaque em Rio Branco como o museu dos autonomistas). A reforma foi executada em 45 dias, administrada pelo engenheiro Mário Yonekura, com ajuda de boa parte da mão de obra local, de seguidores da doutrina.

Na inauguração do túmulo estavam presentes, a viúva de Mestre Irineu, dona Peregrina Gomes Serra, o prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim, o secretário estadual de Cultura Daniel Zen, que representava o governador Binho Marques e os seguidores de Mestre Irineu.

A CAPELA DO TÚMULO DE MESTRE IRINEU ANTES DA REFORMA


Nesta semana da celebração dos 41 anos de falecimento de Raimundo Irineu Serra, veja na foto a capela de seu túmulo antes da reforma de junho de 2010. O túmulo de Mestre Irineu fica a 200 metros de a sua antiga residência, do outro lado da atual Estrada Raimundo Irineu Serra. Antes da reforma de junho de 2010 o antigo mausoléu de Mestre Irineu era revestido de azulejos azuis e sobre o seu jazigo existia uma Cruz de Caravaca, construída em alvenaria e também revestida por azulejos.